Fique amigo do mecânico antes de ter esses carros

Com essa turma, a dúvida não é se um dia vai dar problema - e sim, quando isso vai ocorrer


A direção do i30 é precisa e leve - até a engrenagem de borracha quebrar (Divulgação/Hyundai)

Dono de qualquer modelo do Grupo PSA que esteja equipado com o famigerado câmbio automático de quatro marchas já sabe: cedo ou tarde, ouvirá comentários sobre a problemática caixa – isso se já não tiver prejuízos acumulados com ela.


A lista de modelos ou marcas com problemas crônicos e bem específicos, no entanto, é bem longa.


QUATRO RODAS sempre alerta sobre eles no Guia de Usados e Autodefesa, mas alguns problemas são tão recorrentes que vale a pena destacá-los.


Listamos abaixo dez casos em que o dono (ou futuro proprietário) deve ficar atento antes de fechar negócio. E/ou já fazer amizade com um mecânico de confiança.



Válvula do ar quente – Ford Ka/Fiesta/EcoSport

Quando a válvula do ar quente quebra no Ka, nem o ar-condicionado salva (Divulgação/)


O sistema de ventilação forçada usa o próprio fluido de arrefecimento do veículo para esquentar o ar que entra na cabine.


Não é (nada) incomum, porém, que a válvula que faz o controle do fluido para o sistema trave nos Ford Ka, Fiesta e EcoSport.


Para piorar, normalmente a válvula fica parada na posição quente. Ou seja: por mais que você ligue o ar-condicionado, não tem jeito de deixar o clima ameno. Você terá um pedacinho do Saara para chamar de seu dentro do carro.


Geralmente o reparo envolve a troca completa da peça, que pode custar quase R$ 200 (fora a mão de obra).



Superaquecimento do óleo do câmbio – Nissan Sentra/Mitsubishi Lancer

O câmbio CVT do Lancer tem funcionamento suave – desde que o óleo dele não esquente muito (Divulgação/Mitsubishi)



Câmbios automáticos em geral – sobretudo os do tipo CVT – são extremamente sensíveis à variação de viscosidade do óleo que lubrifica o conjunto.


Por isso, é comum que as fabricantes incluam no projeto do veículo um radiador específico para esse fluido.


Não é o caso do Nissan Sentra de penúltima geração e do Mitsubishi Lancer vendido no Brasil.


Por conta disso, não faltam relatos de donos reclamando de desempenho ruim e ruído elevado do câmbio, quase sempre solucionado com a inclusão do trocador de calor.


O problema é o custo da mudança, que pode superar os R$ 1.000 no sedã da Nissan.



Pneu frágil, Parte 1 – Volkswagen Golf/Mercedes-Benz Classe A

Os pneus importados do Golf e Classe A adoram o asfalto brasileiro – desde que ele seja totalmente liso (Christian Castanho/Quatro Rodas)



Carro vendido no Brasil precisa, basicamente, ser projetado para ser praticamente um fora de estrada.


Só que, quando começou a ser vendido no país, o novo Volkswagen Golf importado da Alemanha não recebeu pneus adequados ao nosso asfalto lunar.


A baixa robustez dos compostos diante de buracos se mostrou na forma de diversas bolhas nos pneus do Golf do Longa Duração. E, de quebra, no nosso Mercedes-Benz Classe A.


A solução é cara, mas definitiva: trocar os pneus originais, com índice de carga menor, por modelos com as mesmas medidas, mas aptos a levar mais peso.


Entre 2014 e 2015, QUATRO RODAS comprovou na prática em nosso Longa Duração a saga do Golf e as bolhas que surgiram nos pneumáticos.


Foi uma bolha aos 35.000 km e outra, em outro pneu, com apenas 36.000 km no hodômetro.