Muji Car 1000: o carro japonês que não tinha marca

Modelo era baseado no March e teve apenas 1.000 produzidas, todas vendidas pela internet

 

Carro sem marca teve apenas 1.000 unidades produzidas (Reprodução/Internet)

O desenvolvimento de um carro custa uma fortuna. Mas há outros custos de marketing e publicidade que respondem por uma parcela expressiva dos investimentos.

 

Esses gastos, aliás, podem até mesmo inviabilizar projetos. No Japão, uma rede de lojas decidiu se aventurar nesse seara sem fazer aportes de dinheiro justamente na parque marqueteira da empreitada.

 

O nome desta empresa é Muji, derivado de Mujirushi Ryōhin, que em tradução direta significa “produtos de qualidade sem marca”.

 

De fato, a Muji só vende produtos genéricos e funcionais, com design que não vai além de “aceitável” e bons preços.

 

E eles vendem de quase tudo: móveis, roupas, artigos de papelaria, cosméticos e até alimentos.

 

 

 Catálogo do Muji Car mostra suas funcionalidades (Reprodução/Internet)

Em 2001, a Muji resolveu produzir (e vender) um carro. 

 

Como experimento, lançaram o Muji Car 1000, o primeiro carro genérico da história.

 

Sem dinheiro para criar um automóvel do zero, a Muji recorreu à Nissan.

 

Seu carro seria uma variação do March de segunda geração.

 

 

Bancos dianteiros eram de tecido. Atrás, a forração era de vinil (Tsukuba2000/Wikimedia/Internet)

Tomando por base a versão mais básica, retiraram logotipos da grade dianteira e da tampa do porta-malas.

 

Não havia para-choques pintados, os bancos traseiros eram revestidos em vinil, as rodas eram de aço estampado e a única cor disponível era branco sólido. Era um carro simples e funcional.

 

No interior, o luxo vinha do rádio com CD player, do ar-condicionado, dos vidros elétricos e do espelho no parassol do motorista. O volante mantinha o logotipo da Nissan – custaria caro fazer um novo volante sem o emblema, obviamente.

 

 

O March da Muji não tinha logotipos (Tsukuba2000/Wikimedia/Internet)

O mesmo acontecia com o motor 1.0 quatro cilindros de 55 cv, com “Nissan” em sua tampa de válvulas. Curiosamente, o câmbio não era manual. Usava sempre um automático de quatro marchas.

 

Não devia ser de todo ruim, afinal, era um carro de 750 kg para uso urbano.

 

Além disso, March da segunda geração eram conhecidos pela confiabilidade e pela manutenção barata.

 

 

Grade era diferente, sem marca (Tsukuba2000/Wikimedia/Internet)

A estratégia de venda também era diferente. As mil unidades do Muji Car produzidas foram vendidas pela internet – como várias versões de carros nacionais daquela época – como exercício para o marketing da empresa.

 

Tirando daqui e dali a Muji conseguia vender seu carro sem marca por 930.000 yenes (R$ 31.713 ao câmbio atual), 20.000 yenes (R$ 682) mais barato que um Nissan March equivalente.

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